domingo, 14 de dezembro de 2025

Acróstico: PATRÍCIA / MURILO

P rincesa, sua presença traz
A legria, amor em porções fora da medida;
T oda a nossa força se intensifica e se
R enova com a graça e a magia desse sorriso; 
I  nspira gratidão olhar para você e sentir no
C oração que a benção recebida é
I mensurável. Meus olhos brilham ao
A preciar a obra-prima que Deus me permitiu.

*
*
M enino de olhar sereno, cuja paz de espírito
U  ltrapassa fronteiras e cativa corações,
R estaurando as energias e desconstruindo as
I   nquietações que ameaçam a vida e os seres.
L  eveza nas palavras implica bom exemplo de caráter.
O brigada por somar amor e alegrias em nossa família.

 

Zizi, 14/12/25

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

BICHOS NOTURNOS


Não se sabe onde se escondem,
E o que passam todo o dia;
Como que eles se alimentam;
Qual é sua moradia;
Se são caça ou caçadores;
Se aceitam os invasores
Como sua companhia.
 
De dia são tão discretos,
Quase seres encantados;
Mas, à noite dão as caras,
Não são mais ignorados,
Vem fazer a vistoria,
E com toque de ousadia
Resgatar tantos legados.
 
Os faróis do vagalume
São brilhos a circular;
Já o sapo e a perereca
Cantam para anunciar
Que a chuva está a caminho,
E procuram um cantinho
Para dela se abrigar.
 
Tímido e bem ligeiro,
Resolveu ser inquilino,
Se apossou do encanamento,
Túnel fino e pequenino.
O lagarto é o verdadeiro
Predador de galinheiro,
E o terror de outros destinos.
 
Armado até os dentes
De até oito mil espinhos,
O ouriço é um mamífero
Que se garante sozinho,
Ao sentir-se ameaçado
Fica todo arrepiado
E se embola ligeirinho.
 
O gambá ou saruê,
São os nossos guardiões
Controlam diversas pragas
Como cobra, escorpiões.
Mas, caso seja acuado,
Finge que está desmaiado,
Para enganar os vilões.
 
Nesse contexto rural
Há diversas criaturas
Que aparecem dia e noite
E provocam mil loucuras.
Mas, os reais invasores
Posseiros, exploradores,
Somos nós, tristes figuras.
 
Zizi, 12/12/25 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

FERNANDA (acróstico)



F  Feliz aniversário, Fernanda!
E  Especial e incrível seja esse grande dia,
R  Regado por homenagens, carinhos, boas
N  Notícias, mimos, alegrias, presentes. Que
A  As próximas etapas alinhem aos seus dias
N  Novos desafios e conquistas que farão a
D  Diferença na construção do seu futuro.
A
 A história de vida é escrita por cada um de nós.
 

Zizi, 11/12/2025


FERNANDA: CICLO DE ESTAÇÕES

 


Fernanda,
As estações do ano
Se inspiram em você,
Exibindo as singularidades
Para brilhar e encantar.
 
Fernanda é primavera:
Um broto cultivado em solo fértil,
Desabrocha e floresce,
Exalando sua essência sob mil cores.
 
Fernanda é brilho e calor,
Assim como o verão:
Que estende os braços,
E aquece os corações, o ambiente,
Gerando energia que nutre a chama da existência.
 
Fernanda também é outono:
Encara chuvas, ventos, tempestades com sabedoria,
Observa o artifício das árvores,
E reflete sobre perdas e renovação das folhas,
Na contínua evolução e aprendizagem da vida.
 
Fernanda é a resposta ao inverno:
Seu coração é como um abrigo,
Que acolhe, une e forma laços.
Mãos mornas desfazem, delicadamente,
Prováveis muros de gelo,
Pois, não há frio que resista a uma alma aquecida.
 
 Enfim, Fernanda é:
As fases distintas que se encaixam e se completam;
O aroma da primavera,
O brilho do verão,
O sopro do outono,
O refúgio do inverno,
A síntese das estações.
Um nome,
O SER!
 
Zizi, 11/12/2025

 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

AOS HOMENS


Homens, por que nos perseguem?
Acaso somos ameaça?
Você não é predador; 
Nós não somos sua caça!
Temos muita experiência,
Somos força, resistência,
Não aceitamos mordaça!!


Não buscamos privilégio,
Queremos voz e respeito,
Afinal somos parceiras,
E temos nossos direitos.
Com justiça e liberdade,
Expressar nossa verdade,
Sem medo, sem preconceito.


Zizi, 08/12/25

domingo, 7 de dezembro de 2025

DEZEMBRO CHEGOU (E agora?)

 

O que dizer de dezembro,
Esse mês tão esperado?
Ele é a expectativa
Dos planos acumulados.
Muitos dias, mais momentos
Requer um olhar atento.
Para ser bem aplicado.
 
O mês abre suas portas
Com um doce e longo abraço
De entrada, o calor aquece
E acompanha passo a passo,
Com paciência, espera
O final da primavera
Pra retomar seu espaço.
 
Dezembro traz o verão,
Verão dá sede e calor,
Calor suplica por água,
Água, é vida e frescor,
Frescor sugere paixão,
Paixão confunde a razão,
Razão embala o amor.
 
Dezembro foi desenhado
Para descanso e lazer,
Mas é insuficiente
Para tudo acontecer:
São tantas celebrações,
De encontros e comunhões
Que o tempo fica a dever.
 
Como encaixar em um mês
Encontros, festas, viagens,
Visitas, jogos, almoço,
Passeios, ceia, postagens,
Pratos, doces, reuniões,
Momentos de orações,
E mil e tantas vantagens?
 
Cobrança e ansiedade
Fomentam mais que o normal;
Quando não é alcançado
Traz desgaste emocional,
Síndrome do fim do ano
Que adoece o ser humano,
No Balanço pessoal.
 
Dezembro também promove
Dias de riso e de siso:
Reavaliar o contexto,
Considerar o improviso.
Um ciclo se concluindo,
Um novo se construindo:
Renovar-se, é preciso!
 
                 (...)
 
MAS, nem sempre há privilégios,
Em enredos natalinos,
Pois, dias nada louváveis
Registram tristes destinos:
Descalços, sem alimento,
Abrigados sob o vento,
Levados ao desatino.
 
Como barcos à deriva,
Pessoas quase invisíveis,
Buscam no lixo o sustento
Para vidas tão sofríveis.
Com chuva, fome e calor,
Sem remédio para dor,
Perdas e danos terríveis.
 
Necessidades distintas
No cenário surreal
Mostra o abismo existente
No contexto social
Só haverá dignidade
Quando houver equidade
Para todos no Natal.
 
Aquele que veio ao mundo
Ensinar como amar,
Não fez uso de recursos
Para sua meta alcançar.
Vestido de humildade,
Escancarou a verdade
Pra quem quisesse enxergar.
 
Que o nascimento e a vida
De Jesus não seja em vão;
Que sua tortura e morte
Faça cada coração
Bater na mesma frequência,
Provando pela cadência
Que somos todos irmãos.
 
Zizi, 07/12/25