domingo, 16 de novembro de 2025

MULTIVERSOS em “M”

 


Monotonia massacrante
Mofam marido e mulher.
Mesmo morando no mesmo mundo,
Migraram da mesmice
À moradia maluca
De um multiverso.
 
Manifestações das matronas
Movimentam mudanças,
Mas minguam,
No miserável mundo moralista do machismo:
Máscaras mentirosas
Minimizam os maus-tratos às mulheres.
 

                                   Malditos machos!                                   
 Mandões, maléficos, 
Manipuladores e melodramáticos,
Que martelam mil maneiras mesquinhas
De manter o monopólio masculino.
Mestres da manobra,
Musculosas mentes maquiavélicas.
Modestos monstros
Ou meros marginais?

 
Em meio a multidões,
Maculadas e magoadas meninas e moças
Movem-se com menos munições
E murmúrios mal-humorados.
Maior medo:
Morrer nas mãos dos maníacos
Que molestam moleques
Nos muquifos dos manicômios.
 
Mulheres malogradas
Por manchas ou mutilações
Ministram meios de manter
A missão da maternidade
E a manutenção metafórica do matrimônio,
Multiplicando a monumental
Massa de moradores no mundo.
 
Maximizam a miséria
Maquinando mix de maluquices nas marmitas:
Migalhas de moqueca morna
Com metade macarrão ao molho e mandioca.
Nas mesas, Moscas e mosquitos
Marinam os morangos maduros.
Manjar de merda!!
 
Mas,
Meretrizes maduras e misteriosas,
(Musas mais ou menos más),
Maravilhosamente maquiadas,
Com mamas à mostra,
Mesclam magia e malícia
Mostrando a metamorfose milagrosa
Das mútuas massagens:
Muitos mantos macios
Marcados com o mel dos másculos,
Nos melindrosos momentos molhados.
Moralmente malvistas,
Mantêm-se à margem.
Minam moedas,
Montante de mil a milhões.
Mexericos?
Menosprezam!
Méééé!!

 

Zizi, 16/11/25

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