quinta-feira, 24 de março de 2016

EMINENTES MICOS MATERNOS

Texto publicado no blog 
http://materna-idade.blogspot.com.br/2016/03/eminentes-micos-maternos.html  dia 21/03/2016


Tudo começa com um “sim”. E dessa junção de seres, outros contextos se formam recheados de novos integrantes com suas peculiaridades. Nem fazemos ideia do que nos aguarda...  Se estamos ou não preparados para os imprevistos decorrentes das aventuras maternas, como saber sem experimentá-las? Então, aceitamos o desafio.

Para quem já caiu da ponte em um rio enquanto pedalava uma bicicleta; despencou de uma árvore ao tentar saborear uma fruta amadurecida no pé; não conseguiu galopar e caiu do cavalo; ficou presa na porta do ônibus porque o motorista a fechou com antecedência; tomou um banho de lama ao cair da moto com o namorado; saiu apressada para o trabalho e nem reparou que a roupa estava do lado avesso;  percebeu que fora roubada no ônibus no momento de pagar a passagem; foi passar a roupa para a futura sogra e queimou algumas peças; virou piada na família depois do infeliz comentário que fez ao ver, pela primeira vez,  um pé de jabuticaba: ”Nossa, jabuticaba dá no pau”!!...etc...etc...etc  Não seria tão difícil encarar mais emoções envolvendo novas criaturinhas que, a seu tempo,  certamente chegariam.

Depois da troca de alianças no altar e as comemorações posteriores, passei de menina à mulher e fui fazer jus às promessas proferidas naquele 31 de julho de 1982. Em poucos anos, as palavras “crescei-vos e multiplicai-vos” ganharam significado em casa na forma duas bênçãos: Danilo e Patrícia.
Ele: inteligente, esperto, inquieto, curioso, traquina, andou aos nove meses e antes de completar um ano já falava feito uma matraca. Um projetinho ligado nos 220 v. que pôs um ponto final no meu sossego! Não podia tirar os olhos desta criatura tão dinamicamente minha. Devido ao seu gênio docemente indomável, alguns micos tornaram-se inevitáveis e ao mesmo tempo previsíveis; cabia a mim ou ao pai, arcar com as explicações.

Um deles ocorreu na igreja, durante a cerimônia da missa. Enquanto o padre discursava e os fiéis o ouviam, meu filho o observava, e de repente saiu em direção ao altar,  sem aviso prévio. Parando em frente ao vigário, abaixou-se e ergueu a batina deste. Provavelmente ficara intrigado com o uso daquela vestimenta típica e quis verificar o que havia por baixo dela. Desconcerto geral na cerimônia, não havia quem não risse. O que poderíamos fazer para reverter o vexame? Nada! Só desculpas balbuciadas e recolher o menino ao colo.

Dali a quase dois anos chega ela: a pequena notável demonstrando desde já suas peripécias e habilidades. Esta, além de elencar as mesmas qualidades do irmão formando um par perfeito (para a minha alegria), acrescentou uns detalhes que me deixaram fora de órbita: não tinha trava na língua e colocou-me em saias justas diversas vezes. Dizia sempre o que pensava, doesse a quem doesse. Em alguns momentos, ela também expressava seus dotes artísticos: desenhava as pessoas e as presenteava. Tais  ilustrações eram ricas em detalhes naturais, ou seja, nuas. Faltavam-me as palavras para justificar sua originalidade.

Tão articulada era essa menina que, na escola, quando  escrevia textos, as professoras se recusavam a aceitá-los alegando que tinha sido feitos por mim, por conter ideias muito maduras para a idade dela. Como eu iria provar que a pequena era autossuficiente? Só eu sabia que sim.

Certa vez, na mesma igreja em que o Danilo erguera a batina do padre, estávamos lá novamente em uma cerimônia de Primeira Comunhão da Patrícia. O padre fez o seu discurso em homenagem aos participantes daquele ritual religioso e, dirigindo-se às crianças, perguntou se alguma delas gostaria que sua mãe, representando as demais,  viesse à frente e proferisse uma mensagem. Estavam presentes diversas crianças, porém, de onde eu estava, escutei uma vozinha familiar dizendo: “EU”. Perante uma igreja lotada, seria indelicado recusar um pedido desse. Trêmula e gelada pelo imprevisto, respirei fundo e fui, nem me lembro do que disse. Vítima da boa intenção e inocência de minha filha,  paguei o maior mico, pois sou tímida. 

Embora ficasse desestabilizada com as situações embaraçosas que meus rebentos  me preparavam, eu amava aquelas traquinagens e me divertia junto. Entretanto,  o tempo vai estendendo, apressadamente,  seu tapete cronológico sem pedir licença e insere aqueles pedacinhos da gente no mundo adulto. Se precisasse, eu faria tudo novamente. Valeu a pena cada mico!


Zizi,  21/03/2016

domingo, 6 de março de 2016

A melhor viagem: o passado X presente

Texto publicado em 06/03/2016 no blog:
http://materna-idade.blogspot.com.br/
cujo tema é: Nosso melhor passeio juntos




Meados de 2014, férias de julho se aproximavam e, consequentemente, alguns planos, mesmo incertos, brotavam, numa expectativa imensa de serem apreciados, colhidos e consumidos. Qual deles seria contemplado?
Dessa vez, dei voz àquela ideia que há tempos matinava em minha cabeça, ecoando, com toques leves e contínuos, os acordes de uma melodia que resgata pessoas e fatos inseridos em algum ponto na minha linha do tempo. Essa sensação, tão comum e ao mesmo tempo singular, tempera nossas lembranças e deixa escapar um aroma melancólico que desperta uma fome do passado, mais conhecida  como saudade.
Também pudera! 40 anos de dimensão temporal e geográfica percorrem o tempo e deixam marcas. Se bem que, os números apenas atendem a uma lógica linear, mas são desprovidos da abstração causada pelo resultado final dessa mera adição.
O momento do retorno era aquele. Rever pessoas e lugares e, assim, verificar quais mudanças ocorreram durante o intervalo dessas quatro décadas, aproximando, dessa forma, as duas pontas da vida: infância e adulta (parafraseando uma das obras do nosso Bruxo Velho)
Explico: parte da minha infância foi vivenciada no Ceará: dos 8 aos 12 anos. Lá conheci meus queridos avós e todos os demais parentes que integravam nossa árvore genealógica. Entretanto, acostumada com a vida em São Paulo, onde tanto os recursos como as possibilidades de emprego eram melhores, tivemos que nos adaptar às condições mais precárias que esse pedaço do Nordeste oferecia naquela época. Foram anos difíceis e inundados por lágrimas que eu, expressando minha angústia e revolta, derramava, principalmente nos momentos em que sentávamos à mesa.
Que maturidade tem uma criança para compreender e aceitar as antíteses que o lápis do destino traça em suas linhas?  A valorização desse processo doloroso ocorreu somente anos depois. E foi por isso que decidi visitar esse passado que já não me assustava mais.  Ao contrário: eu queria mesmo uma proximidade para estabelecer uma interação com tudo o que ficou para trás.
Algumas alterações inevitáveis tinham ocorrido em minha vida desde então, considerando aventuras e desventuras: meus filhos, já adultos e cheios de compromissos e trabalhos, não tinham mais disponibilidade para me fazer companhia nessa viagem fantástica. Se por um lado eu lamentava  a falta dos meus pais, pois Deus os havia convocado e, logicamente,  seria impossível levá-los comigo; por outro, existia o Gabriel, meu netinho, minha alegria,  morava comigo;  este sim compartilhava sorrisos, abraços e aventuras. Nem hesitei; convidei-o para uma viagem ao Nordeste, estimulando-o a conhecer os outros parentes e lugares. Além disso, seria a primeira viagem de avião que faríamos juntos: ele, o avô e eu. Gabriel aceitou de imediato e ficou extremamente ansioso pela data marcada.
Até então, o meu neto só conhecia o Ceará através de fragmentos das histórias contadas por mim ou, às vezes, reportagens na TV. Tudo que antes parecia ficção, iria ganhar forma real.  Quantas emoções novas o aguardavam: ele teria a chance de  experimentar iguarias diferentes,  receberia muito carinho e calor humano daquela gente tão hospitaleira e carinhosa, ouviria a pronúncia peculiar dos habitantes das cidades e do interior, sentiria na pele a temperatura daquele calor inigualável, conheceria o agreste e o urbano no contexto nordestino, a literatura, muitos animais, açudes, rios, muita natureza... tudo, tudo que ele mais gostava!!
A espera pelo grande dia, os preparativos, a ansiedade nos consumia...
Enfim, chegou o momento desafiador: entrar em um avião e ser, por algumas horas,  tripulante desse pássaro colossal. Emoção mesclada com pitadas de receio (para não dizer pavor!). Bendita invenção de Santos Dumont que propiciou um prazer imensurável a esses três aguerridos aventureiros: Gabriel, Marcos e Zizi.
As três escalas faziam parte do pacote e, embora atrasasse um pouco a chegada, foi ótimo parar e conhecer outros estados (pelo menos o que dava vista do aeroporto). Mas nada se compara ao momento em que o avião atinge o ponto mais culminante  e lá do alto, enxergamos uns pontinhos, umas formiguinhas humanas em sua lida,  perdidas no colorido dos campos e/ou das cidades.
Nem preciso descrever a recepção da chegada: meus tios e uma chuva de primos, alguns deles eu nem conhecia ainda... Mutuamente,  Intermináveis abraços, lágrimas e  palavras que tentavam traduzir tamanha emoção;  tantas histórias para contar, outras para relembrar. Novidades também não faltavam,  fiquei sabendo que minha tia, assim como eu, gosta de poetizar.
Foram doze dias que eu caracterizo como “estado de graça”. Tudo foi tão perfeito! O Gabriel não estranhou o clima nem a alimentação. Visitamos cidades e as casas em que eu havia morado quando criança, revi muitas pessoas; fui até reconhecida por uma senhora que fora minha vizinha; adoraram o meu neto e ele também amou o pessoal todo. Nem parecia que tudo e todos eram novidades para ele. 
Nesse retorno, encontrei um Ceará mais amparado, menos fome pelas ruas, mais escolas, mais comércio, mais emprego. Problemas existiam sim, afinal a pobreza ainda reina em alta porcentagem, mas não tão cruel como antigamente...
Paradoxalmente, um dia eu acreditei que a melhor viagem fora a saída do Ceará em 1974 rumo a São Paulo;  hoje,  eu afirmo com toda a convicção que o passeio mais saboroso foi esse retorno às origens, que fizemos juntos em 2014, eternizando emoções, valorizando  e fortalecendo os laços mais significativos...

Zizi, 05/03/2016

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Filhos e Netos: o melhor presente!

Tema: "Do que eu sinto falta"
Texto publicado em 20/02/2016 no blog : 
http://materna-idade.blogspot.com.br


Filhos e netos:
o melhor presente!!

Minha contribuição
Para  o ” MATERNA-idade”
É em versos de cordel
Pra falar sobre a saudade
Que percorre na memória
Ao lembrar de tanta história
Que me traz felicidade.

O Danilo e a Patrícia,
Minhas eternas crianças,
Hoje são profissionais,
Da mais alta confiança,
Lutaram com excelência
têm a sua independência,
No  saber e liderança.

Hoje olho para eles
E me custa acreditar
Que os rebentos já cresceram
E decidiram voar
Tecendo o próprio ninho
Construindo o caminho
Por onde vão transitar.

 Enquanto eu os contemplo
Com  orgulho maternal,
Permito que as memórias
Revivam, pois, afinal
Recordar é preciso,
O passado eu valorizo
Um presente sem igual

Quando Deus me contemplou
Com  Danilo e  Patrícia
Fiquei  tão agradecida
E feliz com a notícia
Com total  dedicação
Dei  carinho, atenção
Mil beijinhos, que delícia!

Eles eram os brinquedos
Que mais me faziam bem
Eu só queria estar
Com eles e mais ninguém
O tempo havia parado.
Tornara-se um aliado
Ou eu era sua refém?

Acompanhei bem de perto
Todas as evoluções
Do dentinho à palavra
Dos passinhos às lições
A infância foi acabando
Adolescência chegando
Trazendo mais emoções.

A  nova etapa chegara
Mudando a cor do painel
Faculdade para os filhos
Muito trabalho e papel,
Mas, Deus tinha outro plano
Enviou naquele ano
Meu querido Gabriel.

Meu netinho trouxe luz
E mudou todo o cenário
Preparou novo contexto
E não ficou solitário:
Um milagre aconteceu
O Johnny  logo nasceu
Lindo, forte, necessário.

Fico, assim, emocionada
Ao falar dos meus amores
A saudade me rodeia
Mas não me provoca dores,
Cultivei boa semente
Que brotou rapidamente
Todas essas minhas flores

Não há perdas,  e sim ganhos
Nas fases da nossa vida,
Pois em cada uma delas
Há subida e descida
Com atalho ou desvio
Ela mostra um desafio
Que compõe a nossa lida.

Zizi (20/02/2016)



terça-feira, 26 de janeiro de 2016


Cordel:
CONTOS AFRICANOS

Vou mostrar nesse cordel
Um trabalho original
Com os contos africanos
Cuja origem é oral
Que traz muito ensinamento
E preserva  o sentimento
Com  energia vital.

A cultura africana
Berço da humanidade
Tem a força na palavra
Através da oralidade
Ganha vida a fantasia
Que ensina com alegria
Seus valores de verdade.

Temos que valorizar
Os saberes africanos
Não podemos mais deixar
Ficar em segundo plano
Resgatar suas histórias
Que estão vivas na memória
Desse povo muito humano.

As raízes do Brasil
Lá na África estão
Negar essa identidade
É perder toda a razão
Porque somos o segundo
País mais negro do mundo
Por causa da escravidão.

                                Zizi, set/2015



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Um cordel da Zizi


Quero que vocês aprendam
sobre versificação,
pois compor versos é arte
não é pra qualquer um não,
tem que gostar de escrever
para ter o que dizer
sem ficar de enrolação.

Quero compor um cordel 
Mas não posso me esquecer 
Que esse tipo de poema 
Regras tem que obedecer 
Os versos em redondilhas 
Com estrofes septilhas 
Isso tem que aparecer. 


A estrutura é importante, 
Mas não é essencial 
Desenvolver bem o tema 
É que é fundamental 
Para chamar a atenção 
Tocar bem no coração 
E tornar-se especial.


domingo, 9 de junho de 2013

A palavra e a sua potência

Reflexão da Semana: A palavra e sua potência
28/03/2012, 22:22:52


“Ai, palavras, ai palavras, 
que estranha potência, a vossa!”(Cecília Meireles)
 

Embora o conteúdo teórico deste módulo tenha sido maçante no que diz respeito às extensas leituras acerca do tema “Análise do discurso”, impossível não admitir sua contribuição positiva quanto à ampliação da visão para a leitura tornando-me, assim, uma leitora mais atenta e experiente. Foi na prática, a partir dos exemplos trabalhados passo a passo sobre a atuação do discurso dentro dos diversos textos, que a teoria se materializou e fez sentido, pois no cotidiano de um professor de Ensino Médio e/ou fundamental o estudo a respeito dos textos ficava mais voltado à caracterização da sua forma (tipologia, gênero, estrutura, etc.).
 

Tudo isso leva a pensar como e quanto o desenvolvimento da linguagem está relacionada à incansável necessidade que o homem tem de se comunicar seja por textos verbais (orais, escritos) ou não-verbais. Ora ele ora quer falar, ora quer ouvir. As vezes é autor, outras leitor. Dependendo do contexto e da intenção, ele assume um determinado discurso que pode ser autoritário, lúdico e polêmico, ideológico, ou outros. Gostei, sobretudo, da análise dos textos publicitários com suas sequências textuais variadas junto ao discurso que os aciona. A partir dessas referências pode-se perceber a função-autor e imaginar o efeito-leitor.. A atividade autocorrigível retomou os textos publicitários para enfatizar os efeitos de sentido que eles possuem. Outro ponto novo e interessante (para mim) foi a quebra de expectativa mostrada em dois exemplos com gêneros: no trecho do prefácio de Calvino no qual ele faz alusões sugestivas e criticas e na inovadora nota de rodapé do texto de Rodolfo Walsh. A partir desses exemplos podemos concluir que não existe um modelo pronto para tipo ou gênero textual, Os textos representam “leques” de possibilidades nos quais transitam discursos e sequências textuais . Muitas informações neste módulo? Sim, mas tenho consciência de que uma fila delas aguardam para entrar em cena nos próximos dias e continuar nos fazendo boa companhia “lexicalcalmente”.
 

As entrelinhas de um texto

As entrelinhas de um texto
05/03/2012, 16:19:02


A leitura do tópico 2 no AVA “Práticas de leitura e efeito-leitor” traz uma reflexão sobre a prática da leitura, sua autoria e o efeito no leitor. Afirma que qualquer discurso em um texto é produzido com base em um contexto, possui, portanto objetivos e um público alvo, pois há vários elementos a serem observados como: sentido e condições de produção. Exemplos são citados, em especial um enunciado tirado de um painel eletrônico. Embora alguns textos (como piada, avisos, provérbios, etc.) tenha sua autoria se perdido e mesmo assim ele circula normalmente atravessando gerações. Toda leitura é significativa, mesmo aquelas ignoradas pelo sistema dominante, que foram consideradas pouco importantes para a formação do leitor. 

O texto complementar: ”Um estranho no ninho – Entre o jurídico e o político: o espaço público urbano” de Mónica Graciela Zoppi-Fontana faz uma profunda análise de discurso tendo como base frases de orientações que aparecem em um painel eletrônico na rodoviária Tietê, em São Paulo. O autor do texto é desconhecido, mas o destinatário não, pois os enunciados que aparecem, fazem referência a dois níveis de pessoas: 1º: usuário/passageiro/consumidor(que pode corresponder a uma mesma pessoa em situações diferentes); 2º designados “estranhos”, que são os possíveis mendigos (pedidores de esmola), vendedores ambulantes, profissionais não credenciados. O texto funciona como um “alerta”, dando a entender que tais pessoas(os estranhos) representam uma ameaça à segurança de todos aqueles que estão circulando por aquelas dependências por estarem atuando de forma ilegal, segundo os responsáveis pela organização e segurança do terminal rodoviário. Percebe-se, por trás de tão poucas palavras, a exclusão e a discriminação em relação aos mendigos, aos vendedores ambulantes e às pessoas que trabalham por conta própria, porque, de certa forma eles não são “contribuintes” do sistema organizacional, que supostamente é responsável pela ida e vinda das pessoas que transitam em um terminal rodoviário. Em contrapartida, os usuários/passageiros/consumidores são , supostamente, “acolhidos” e “protegidos”, desde que obedeçam às orientações por eles enviada através de um painel eletrônico cuja linguagem imperativa é um apelo para afastar aqueles elementos “mal vistos”. A comunicação acontece direta ou indiretamente entre as pessoas porque comunicar-se é condição para o preparo da vida.

Discurso , imaginário social e conhecimento

Reflexão Semana 3
20/02/2012, 20:28:56


O texto de Orlandi tem como título: Discurso, imaginário social e conhecimento. Seu conteúdo é extremamente teórico e muito complexo ,exige várias leituras para uma médio entendimento do conteúdo. O tema não é difícil de assimilar, mas sim a forma como é abordado e desenvolvido. Podemos dizer que o discurso do autor não está em sintonia plena com leitor. Talvez o tema seja tão óbvio que dificulte uma completa compreensão. Eu fui destacando trechos significativos para depois tentar elaborar um resumo e a partir daí entender melhor, mas não deu certo. 

Por outro lado, a exposição no AVA não está tão distante da compreensão, pois há um roteiro no qual o assunto é discorrido e isso facilita o entendimento. o tópico3 engloba: : Constituição, formulação e circulação dos discursos Fala-se muito que o discurso é visto como efeito de sentido e este muda de acordo com suas condições de produção. Um bom exemplo disso é a frase apresentada: “Abaixo a ditadura” mostrada em contextos diferentes; em cada um deles a mesma frase adquire sentidos diferentes, embora seja vista como uma forma de protesto.

Enunciação e posições discursivas: as imagens

Reflexão Semana 2
09/02/2012, 21:49:57


O tópico 2 desenvolve o tema “Enunciação e posições discursivas: as imagens” com uma linguagem mais didática que o texto de Orlandi (1994) que é mais teórico e, portanto, um tanto complexo. No final do tópico 2, há duas atividades autocorrigíveis que tem como tema textos publicitários antigos e atuais nos quais se faz uma análise do discurso empregado na elaboração da propaganda dos mesmos. Todos os recursos utilizados (como imagem, linguagem, valores familiares, informações necessárias sobre o produto, tipo de letra, etc) para impressionar e convencer o consumidor são comentados nessa análise. Quantos elementos são envolvidos numa simples elaboração de uma propaganda! E é por isso que ela é fundamental e garantia de uma boa venda, se for trabalhada adequadamente. 
Um texto publicitário mescla aspectos verbais e não-verbais; para uma boa compreensão do um discurso utilizado, é necessário conhecer as condições nas quais ele fora produzido porque muitos conceitos e valores representam determinadas épocas e/ou lugares sociais.
 

A comunicação antes e depois

A comunicação antes e depois                        
06/02/2012, 20:40:11


A necessidade de comunicação entre as pessoas foi o elemento motivador que favoreceu o desenvolvimento da linguagem. Os povos primitivos deixavam os registros de suas caças nas pedras em forma de desenho. Desde então ampliou-se o processo comunicativo e hoje vivemos em um mundo “bombardeado” por mensagens de diferentes gêneros tanto na linguagem verbal quanto da não-verbal. 
Um texto ao ser produzido está vinculado a vários fatores como: época, lugar, contexto histórico e social. Nos dias atuais, por exemplo, os recursos tecnológicos tornam as mensagens muito mais dinâmicas e atrativas a partir da junção de textos verbais, imagens e movimentos. Um texto não tem um fim em si mesmo, ele apresenta, de forma explícita ou implícita, relações com outros textos, dependendo do conhecimento de mundo do emissor. Embora as informações de um escrito estejam vinculadas a algum fato ocorrido em uma determinada época, há elementos que se mantém ocultos, mas que podem ser decifrados por aqueles com um maior senso de observação. Um texto faz sentido para nós quando remete a outros discursos que conhecemos, e caso não conheçamos, não podemos nos esquecer de que houve em algum lugar e data condições específicas que propiciaram a sua criação.


Refletindo sobre gêneros textuais

Reflexão da semana 8
25/03/2012, 11:03:20
A leitura do tópico 2 (tema 3) desta semana tem como abertura um trecho de Luís Antônio Marcusch “Gêneros textuais: definição e funcionalidade”, para complementar e elucidar o estudo sobre agrupamento de gêneros textuais e apresenta, também, uma tabela que inclui os aspectos tipológicos dos gêneros orais e escritos, seus domínios sociais e as capacidades de linguagem dominante que são trabalhados nas escolas. Apesar de mencionar sobre a diversidade dos tipos textuais: narrar, relatar, expor, argumentar e descrever ações, o texto enfatiza o gênero expor porque este permite um agrupamento maior de outros gêneros no desenvolvimento de um conteúdo. Para tal , retoma como exemplo o texto “Por que não vivemos para sempre?” (cuja leitura fez parte de estudos e reflexões anteriores), mostrando, assim, como se dá o processo de aprendizagem a partir dos recursos concedidos na utilização desses gêneros e suas respectivas sequências textuais. Na abordagem do tema texto “Por que não vivemos para sempre?” , o autor mescla informações científicas e argumentações, além de mostrar imagens variadas com o intuito de apresentar de forma mais clara possível o tema e causar, no leitor, uma maior influência. 

Na formação do conhecimento escolar , o aluno tem contato constante com o gênero expor, pois precisa conhecer e aprender as definições, classificações e detalhes sobre diversos conteúdos. Para isso, as informações transitam de diferentes modos: ora com redundância (fixar pela repetição), ora como reescritas (mostrar que consegue dizer o mesmo com outras palavras), além de outros caminhos que contemplam à aprendizagem. Alguns elementos dificultam a compreensão dos textos expositivos: o desconhecimento do leitor com relação ao tema; vocabulário com linguagem muito técnica; multiplicidade de linguagens que acompanha o desenrolar do texto; sua dimensão; os vários recursos de textualização. Essa característica não deve, entretanto, impedir uma apreciação de um texto expositivo, tampouco reduzir seu valor como parte essencial na formação discente, já que desafio é uma palavra-chave quando se pretende mesmo aprender

Mais um pouco sobre sequência textual

Refexão da Semana 7
19/03/2012, 17:13:03


O início do tópico traz poemas de Cecília Meireles e de Carlos Drummond para serem usados como modelos de textos que apresentam mais de uma sequência textual. Surgem, a seguir, reflexões acerca do conteúdo dos textos e, assim, percebemos que eles, embora possuam uma linguagem com características injutivas, não podem ser rotulados com tal nomenclatura porque a ideia do poema é refletir sobre a vida e não ensinar fórmulas (como uma receita). Pelos vistos, muito ainda temos que ver e aprender sobre tipos, gêneros e sequência textual. O fórum, as leituras e produções de textos trabalhados nas semanas anteriores foram um “aquecimento”, um preparo numa linguagem mais simples para depois complicar um pouquinho. 

O tópico 1 traz uma sugestão de agrupamento dos gêneros textuais levando em conta os pontos em comuns que eles apresentam, pois por serem heterogêneos, carregam características de um e de outro tipo, sem perder, no entanto, sua autenticidade e valor. Essa forma de juntá-los e distribui-los em um organizado cronograma facilita a compreensão do assunto. O mérito desse esquema deve-se aos especialistas: Joaquim Dolz & Bernard Schneuwly . Eles procuraram a forma mais didática para esquematizar o tema, facilitando assim a aprendizagem tanto para professores quanto para alunos. Já o longo texto no qual eles discorrem sobre o tema, deixa a desejar no que diz respeito a simplicidade na linguagem porque é um texto com um grande carga teórica e por isso, complexo. Apesar de longo e denso, deve ser lido e relido várias vezes porque uma leitura só é insuficiente para iniciantes. Aprender é preciso (parafraseando Pessoa...não é isso?).
 

Sequência textual

Reflexão da Semana 6
12/03/2012, 17:57:43


O tema “Sequência Textual” reaparece no tópico 3, mas dessa vez com mais profundidade visando uma melhor elucidação, pois nas discussões do fórum o assunto foi abordado de forma cautelosa pelos professores. Talvez o medo de errar tenha sido mais forte que a vontade de arriscar, o que é comum nas pessoas quando iniciam um assunto novo no qual ainda não dominam. É (quase) inaceitável essa insegurança, porque, praticamente, lidamos com tipos e gêneros textuais diariamente e temos a convicção de que dominamos o assunto. 

Pensar em sequência textual é apenas analisar um texto de um ângulo diferente, levando em conta todo o conhecimento adquirido com os estudos e a experiência dos anos anteriores. O que diferencia das demais análises é a possibilidade dos textos serem heterogêneos, como se fosse um quebra-cabeça cujas peças são diferentes e todas se encaixam formando um todo. Na sequência textual percebemos pela fragmentação os trechos narrativos, descritivos, argumentativos, injutivos, dialogais, etc. carregados de características que permitem determinada classificação, sendo que um predomina e os demais o completam. O que leva a crer que os textos dizem mais do que parecem expressar e para atingir um objetivo ele permite essa “salada” variada que dão o “sabor” necessário para um “paladar” apurado.