sexta-feira, 14 de julho de 2017

cordel: HOMENAGEM À AMIGA PELENTIR


Olha só que coisa fofa
Minha amiga no cordel
Soltando suas palavras
Dessa vez, não no papel,
Para desejar bom dia
Com amor e com alegria
Suas palavras são um mel

Ela tem muito talento
E alta sensibilidade
Faz as coisas com amor
Não lhe falta boa vontade
Tem um coração de ouro
Onde guarda seu tesouro
Buscando a felicidade.

Seu trabalho com os Annes
Fez a grande diferença,
Por sua dedicação,
Seu carinho e paciência.
Conseguiu fazê-los ler
Como também escrever
Dando total assistência

Quero parabenizar
Minha amiga poetisa
Que além de professora
Versos ela utiliza
Para expor seu pensamento
De alegria ou sofrimento
As palavras, valoriza.


(Zizi, 2016)

cordel: FÉRIAS


Nada é tão desejado
Como as férias no trabalho,
Pois estamos esgotadas
Nosso corpo em retalhos
A memória às vezes falha,
Em tudo se atrapalha.
Parecemos espantalhos?

Peço, encarecidamente,
As nossas autoridades
Que aumentem nossos dias
Em descanso de verdade,
Pois somos seres humanos
Que trabalham há tantos anos
Com esforço e qualidade.
                                                              (Zizi, 06/07/17)

Cordel: DOA A QUEM DOER...

Não nasci com o propósito
De somente agradar
Falo e faço o que acredito
Não sou de dissimular
Sou simples e verdadeira
Quer você queira, ou não queira
Vai ter de me tolerar!
(Zizi, 06/07/17)

Cordel: SORRISO


A alegria se revela
Através de um sorriso;
Torna leve o dia-a-dia,
Traz aquilo que é preciso,
Garante o meu bem-estar,
Facilita o trabalhar,
Faz do mundo um paraíso.

(Zizi, 06/07/17)

Cordel: INDIVIDUALISMO


Quem acha que não precisa
Dos outros para viver
Engana-se totalmente,
Não vai se desenvolver,
Porque nossa evolução
Depende de cada ação
Destinada a outro ser.
(Zizi, julho 2017)

Cordel: NATAL


O Natal é para mim
Um momento de união
Junto com toda a família
Em corrente de oração
Que resulta em sintonia
Com  paz, amor e alegria
Nessa comemoração.

O QUE É, O QUE É?


I
A música  em nossa vida
Tem papel fundamental
Alegrar todos os dias
Com um toque  especial
Aliviando  problemas
Torna leve os dilemas
Com uma força sem igual.

II
Gosto de apreciar
A música brasileira
Com seus  ritmos diversos
Qualidade  verdadeira
Ela traz muita emoção
E em qualquer situação
Torna-se nossa parceira.

III
Por isso quero mostrar
Algo de muito valor
Feito pelo Gonzaguinha
Um grande compositor
Filho de Luís Gonzaga
Que o tempo não apaga
O que fez com tanto amor.

IV
Ele faz uma pergunta
E não deixa sem resposta
Porque tem o compromisso
De trazer-nos a proposta
De que a vida é bonita
Quando nela se acredita
E faz tudo o que se gosta.


Zizi, 15/09/2016

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O melhor Natal é estar com a família


O Natal é para mim
Um momento de união
Junto com toda a família
Em corrente de oração
Que resulta em sintonia
Com  paz, amor e alegria
Nessa comemoração.

Aprendi com os meus pais que o Natal é uma data muito importante, pois é dedicada ao nascimento de Jesus, Aquele enviado por Deus com a missão de semear  o verdadeiro amor  no dia-a-dia das pessoas e fortalecer a fé e a esperança em um mundo embebido pelo desengano. 

Como o acesso ao exacerbado mundo do consumismo era bem reduzido, os presentes recebidos nesta data ampliavam a nossa alegria e expectativa. Não havia extravagância nem prestações a perder de vista;  contentávamos e vibrávamos com os presentes encontrados ao lado dos chinelos. Aquilo já era uma festa aos nossos olhos!

Não foi difícil passar esses valores aos meus filhos, desde pequenos os levava à igreja e, assim,  participaram dos eventos tradicionais: missas, batismo, coroação,  primeira comunhão, etc.  Quanto ao mundo das extravagâncias e gastos, houve um leve progresso em relação ao passado mais distante, visto que agora  as condições financeiras permitiam uma ceia mais incrementada, uma árvore decorada, presentes,  novas roupas e sapatos, mais conforto, algumas prendas  a mais, doces variados dentro da sacolinha de Natal,  enfim...

Danilo e Patrícia, quando crianças,  aguardavam ansiosos pelo dia do Natal e aproveitavam da melhor forma  tudo o que lhes era de direito. Por outro lado,  ficavam intrigados com aquela história de um  homem idoso e gordinho vestido com roupas vermelhas carregando um saco cheio de brinquedos que entrava sorrateiramente nas casas e presenteava as crianças durante o sono delas. Como toda história mal contada, eles queriam tirar isso a limpo e tentaram ficar  de plantão para presenciar a chegada do Papai Noel. Uma vez combinaram de fazer uma armadilha para “pegar” o tal velhinho. Entretanto, um passarinho contou-lhe o plano dos pequenos  e, felizmente, nosso ícone secreto não foi desmascarado.

Durante vários anos nosso Natal foi mais colorido porque contava com a presença de todos os membros da família, sobretudo os avós maternos e os paternos  que hoje, saudosamente,  não se encontram mais ao nosso lado para as conversas jogadas fora, as piadas com direito às gargalhadas sem limites, os cafunés na rede, os ensinamentos através dos exemplos, as super-dicas na cozinha, os duradouros abraços e beijos, as hilárias filmagens, as intermináveis fotos...

As mudanças são inevitáveis e, embora nunca estejamos preparados totalmente, a vida não dá alternativa a não ser acostumar com as ausências e aproveitar as novas chegadas que são muito bem-vindas e que, realmente, dão um novo sentido ao universo construído a partir das emoções.

Novamente chega a esperada data: há muita agitação nas casas, nas ruas, nas lojas por conta do Natal, todos parecem correr contra o tempo;  no entanto o verdadeiro homenageado não precisa de prendas, nem de banquetes, nem de decorações luminosas, Ele quer um abrigo em nosso coração para instalar o seu Amor e celebrar,  em cada um,  o aniversário da existência!


Zizi, 25/12/2016

sábado, 10 de dezembro de 2016

Travessuras atemporais

Importadas da infância para o mundo adulto, as maluquices e/ou travessuras têm comigo uma intrínseca relação de cumplicidade e companheirismo,  comprovados em situações variadas que marcam a esticada linha do tempo,  fracionadas em: infância, adolescência e adulta.

Em uma das extremidades, uma menina vestida como palhaça, improvisa uma encenação e atrai curiosos que se aglomeram na janela e, às gargalhadas, se divertem ao assistir àquela caracterização hilária de imitações, contações de histórias, e outras birutices.  De certa forma, era um tipo de diversão que  dissolvia, por alguns minutos,  o tédio morno  do anoitecer  da pequena e singela vila,  localizada em um ponto quase esquecido de uma certa região bem calorosa...                                                     
Como adolescente, não perdeu o bom humor e o gostar de fazer graça para provocar risos, principalmente nos familiares e amigos. Aquela tímida garota descobrira  um jeito mais leve de lidar com as complicações que surgiam a cada dia,  sem  esvaziar o pote da  insanidade (Em outras palavras,   sou uma louca de bom juízo).

O mundo adulto trouxe-me a maior das missões: a maternidade,  representada por duas figurinhas encantadoras (Danilo e Patrícia) que se tornaram meus brinquedos favoritos.  Lembro-me que, quando criança, um dos meus maiores  sonhos no Natal era ganhar uma boneca que falava e andava, porém naquela época,  as nossas condições financeiras não permitiam tal aquisição. Entretanto, Deus, na sua vasta sabedoria,  atendeu-me anos depois com duas maravilhosas bênçãos que,  além de falar e andar, permitiram-me vivenciar as mais aprazíveis aventuras maternas.

Os quilos a mais na gravidez nunca tiraram o meu ritmo acelerado e boa disposição: andava de bicicleta, subia em muros, corria, contava piadas... continuava a ligeirinha de sempre, embora mais rechonchuda. Quando nasceram os rebentos, encarei a função com bom humor e leves pitadas lúdicas. Meus filhos, em minhas mãos,  pareciam brinquedos:  petecas jogadas para cima;   bonecos  segurados  de cabeça para baixo ou girados como pião; fazia o papel de trator e rolava por cima deles (com os devidos cuidados para não os machucar, claro!); brincava de cavalinho pela casa;  gostava também de equilibrá-los em meu joelho;  apostava corrida e permitia que ganhassem de mim;  carregava-os no pescoço;   outras vezes, fingia que ia embora e me escondia para ver a reação deles. Tudo era válido como entretenimento, até absurdos como gincanas de peidos ou arrotos eu propunha e , nesta virtuosa  categoria, eu era invencível.

Quem conhece o meu lado sério e comprometido com as atribuições,  até duvida de que eu seja capaz de protagonizar cenas dessa natureza, porém, afirmo com propriedade, que tanto o riso quanto o siso compõem a minha essência e, em fragmentos pertinentes atuam, reagindo coerentes às situações. (Não esquecendo de que um dos itens é mais predominante).

Sou brincalhona, arteira, travessa e meio maluca, sim senhor!  E admito que as peraltices dos meus filhos,  já descritas em tantos textos,  não aconteceram por acaso: como bons discípulos, observaram  “meu  comportamento exemplar” e o absorveram, acrescentando-lhe peculiaridades.

Portanto, a travessura é bem-vinda, não escolhe lugar nem hora, simplesmente acontece e torna mais feliz aquele(a) que a pratica sem cerimônia. Não há preço para a sensação de liberdade e o descompromisso com preceitos inúteis. A preocupação com a opinião alheia poda o livre arbítrio e engessa a criatividade. Por mais séria que se leve a vida, é fundamental que se abra espaço para a descontração; isso traz leveza e renova as energias, além de divertir, lógico. Por acaso existe limitação às aptidões inatas? Como autêntica louca de bom juízo,  desconheço e/ou ignoro...


Zizi, 10/12/2016

sábado, 3 de dezembro de 2016

Preciosidades singulares


Lindos. Inteligentes. Espertos. Perfeitos!  Diante de um olhar materno, a descrição dos  filhos não foge muito desse paradigma, visto que cada um deles é singular dotado de características distintas que o torna tão especial e inconfundível. Não há dúvida de que o amor de mãe é intenso, infinito e desprovido de juízos de valor.

Assim, nutrida de propriedade criadora, ela preenche sua tela com os inigualáveis tons da emoção  e,  com traços subjetivos e abstratos, cautelosamente, delineia a prole e expõe ao mundo a primorosa obra, coerente ao compromisso e dedicação que assumiu ao dizer  sim à maternidade.

Por isso, seria injusto categorizar os relatos maternos. Todos eles representam capítulos de uma existência com relevância voltada mais para o prazer do que mera obrigação. Tais enredos orais e escritos espalham-se pelo mundo real e virtual. São depoimentos legítimos, portanto dignos de respeito,  que exemplificam situações diversas vivenciadas pelas mamães com suas respectivas progênies: esses inspiradores e imensuráveis tesouros.

 Basta uma busca pelos contornos da memória e “zap”, lá está mais um fato cujo perfil permite ao expectador possíveis reações que vão dos aplausos às vaias: emocionante: ”Ohhhh!”;  divertida: Lol!!;  intrigante: “Por quê?”;  curiosa: “Como assim?”; assustadora: “Nossa!!”;  duvidosa: “Será?”;  indiferente: “tsc-tsc-tsc”;  satírica: “Bah” ou “Argh”, etc.  

Para  ilustrar, vamos aos exemplos. O que dizer sobre um bebê que segurou a tesoura médica na hora do parto? Parece absurdo, mas é fato. Danilo nasceu de parto normal (portanto eu estava bem lúcida) e quando saiu daquele casulo aquecido que o manteve por nove meses, foi colocado em uma mesinha ao lado enquanto eu também era atendida para os procedimentos convencionais do pós-parto. Olhei, então,  para aquele serzinho inquieto e vi que ele segurava em uma das mãozinhas uma tesoura médica, provavelmente a mesma que fora utilizada para cortar seu cordão umbilical. O medo que ele se ferisse com aquela ferramenta  acionou o meu instinto materno e soltei um grito imediato: “O bebê está com a tesoura na mão!”. Os médicos nem tinham percebido e, rapidamente, retiraram o instrumento do pequenino traquina.

 Naquele momento já deduzi que aquele menininho iria “pintar o sete” na minha tela. Os dias e anos que sucederam, confirmaram minhas meras suposições: movido pela inquietude,  esperteza, inteligência,  curiosidade e travessura, Danilo praticou arte de A à Z,   cujos detalhes estão descritos em mais de cinquenta textos já elaborados para o “Maternaidade” e que o evidencia como único no seu estilo, pois passou pela infância e adolescência deixando todos “de cabelo em pé”  e encarou o mundo adulto com uma postura inversa: sério (até demais!) e altamente comprometido com suas obrigações profissionais e sociais. Ufa!!

Ela, também faz valer ouro a própria existência. Minha Pequena Notável, a Princesa da casa, a Grande Miúda e tantas outras denominações carinhosas atribuídas à Patrícia não são apenas alcunhas oriundas de um coração materno e sim uma forma de gratidão pelo que ela representa em nossa vida.

Em alguns aspectos, Patrícia traçou um caminho oposto ao do irmão. Sua pequena estatura e frágeis proporções físicas disfarçavam a sua coragem e força, escondida nas atitudes e nas palavras. Uma criança  com visão madura da realidade, que já sabia se defender dos parasitas,  utilizando palavras exatas que derrubavam argumentos mal fundamentados. Ficava de olho em tudo e em todos. Alvos do seu sermão: qualquer um! Não escapou nem o irmão, nem o pai, nem o avô (Por motivos justos, lógico!). Preferia conversar e aprender com pessoas idosas, embora tivesse amigos da mesma idade. Em suma, uma adulta no corpo de uma criança.  Pode parecer exagero, mas minha filha NUNCA me deu trabalho em questões de atos inconsequentes  ou  aventuras da idade. Sua característica marcante que me deixou em maus lençóis algumas vezes foi o excesso de franqueza nas palavras proferidas a outrem. Particularidade que se mantém até hoje, embora mais ponderada. Não conheço pessoa mais verdadeira que ela,  ensinou-me, dentre outras coisas, a dizer “NÃO”.

Ele era altamente brincalhão e levado;  ela, séria e madura;  hoje ele se mostra  sério e maduro, totalmente comprometido com as atribuições do mundo adulto;  ela aderiu ao jeito  menina  levada e bem humorada, porém conserva sua maturidade e língua afiada quando a ocasião exige.

Quando achamos que os filhos já povoaram o espaço total do coração e que já vivenciamos todas as emoções possíveis, entra em cena a deliciosa surpresa: os netos. Estes sim completam a obra divina com um colorido diferenciado que somente eles conseguem reproduzir. Antes, como pais: a preocupação em educar e ensinar da melhor maneira; como avós, já “experts” na função,  podem aproveitar melhor o precioso tempo na companhia dessas incríveis bênçãos.

Gabriel, meu neto,  em 2004 veio como uma luz e entrou em minha casa, alterando nossa rotina de forma radical e definitiva. Ele foi capaz de conseguir grandes vitórias, até então, impossíveis para mim. E não precisou pedir, nem implorar NADA. Sua simples presença foi o suficiente. Agradeço a Deus por ele existir e dar sentido aos meus dias. Gabriel, a  dádiva concedida, o companheirinho de todos os momentos e lugares,  o amigo , a alegria, o tudo,  o renascer...

Entretanto, não existe ponto final, as histórias não terminam, dão segmento e nos surpreendem com novos recheios.  Novamente, Deus provou sua grandiosidade e celebrou a esperança com outra vida a caminho:  Johnny.  Um ser abençoado, um milagre que comove  aqueles que conhecem a sua história a qual resumo em poucas palavras: Johnny, com apenas dois meses de gestação, sobreviveu, sem nenhum dano a ele ou a Jackeline (sua mãe), a um grave acidente de carro no qual meu filho sofreu fratura de quatro costelas. A gestação da minha nora caminhou normalmente e no período esperado ele nasceu. É lindo e esperto: possui os traços da mãe e o jeito do pai. Já completou um ano de vida e esbanja graça e beleza nas suas descobertas e nos encanta cada dia mais...

Dessa forma, só me resta concluir que pessoas são singulares, únicas, inconfundíveis. Não dá para compará-las. Todas são preciosas e carregam um diferencial que as tornam muito especiais. Filhos e netos:  que sejam todos bem-vindos:!!  Obrigada, Senhor!!


Zizi, 03/12/2016 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Joias pra lá de raras...


Meu personagem-protagonista: um menino traquina, teimoso, inquieto, aprontou muitas artes e proferiu tantas graças que fica difícil selecionar a mais relevante. Mesmo assim, tentarei  esboçar uns flashes significativos, pedacinhos de enredos  inesquecíveis:

CENA 1  (Danilo)
Folheando o álbum de fotografias, o pequeno loirinho de apenas um ano observa atentamente  todos os registros coloridos eternizados pela lente da câmera,  e uma dessas imagens, em especial, desperta a sua atenção: um local bonito com muitas plantas e alguns brinquedos. Reconhece as duas pessoas que ali estão: papai e mamãe. Isso o intriga, afinal ele não se lembra de nenhum passeio em que não estavam todos juntinhos,  os três. Decidido a sanar tal mistério, Danilo questiona o porquê de não estar junto a nós naquela foto. Encantada com a curiosidade dele, acariciei-lhe os cabelos e respondi que ele estava lá sim, mas dentro da minha barriga porque ainda não havia nascido. Essa informação só serviu para aumentar a sua revolta: “O QUÊ? EU ESTAVA DENTRO DA SUA BARRIGA??_Gritou indignado e continuou:_ ENTÃO VOCÊ ME ENGOLIU!!! POR QUE VOCÊ ME ENGOLIU? EU NÃO SOU COMIDA!!”  Disse isso com o rosto banhado pelas lágrimas, pois não se conformava “ter sido devorado” por mim e decidiu se vingar : segurou a fotografia e, com toda a força que tinha a amassou...

CENA 2   (Danilo)
Alguém chega à casa com uma correspondência e pergunta por “Maria”. Danilo é o primeiro a se manifestar, dizendo que não havia Maria naquela casa. A tal pessoa insiste e aponta para mim. Danilo discorda e afirma com convicção que meu nome é Zizi e não Maria. Nesse momento é revelado ao pequeno que eu tenho um apelido que é mais conhecido do que meu nome verdadeiro. Isso foi um choque para a criança que não se conformava com tal informação. Chorou muito e justificou, segundo ele,  “MARIA ERA NOME DE EMPREGADA DOMÉSTICA E MINHA MÃE NÃO É ISSO”. Mais uma vez o menino derramou lágrimas de desapontamento,  porque somente aos quatro anos descobriu o verdadeiro nome da mãe.

CENA 3  (Patrícia)
Patrícia é espontânea demais  e pouco dada a filtrar seu discurso. Sua inocência misturada ao excesso de franqueza já rendeu  algumas pérolas que me deixaram embaraçada e atônita. Destaco, dentre elas, duas situações em que a pequena foi além da conta:

Um dia, no prezinho, os alunos estavam sendo filmados durante a aula realizando algumas atividades para integrar à edição do vídeo de formatura deles. Quando percebiam a câmera se aproximando, as reações eram distintas:  alguns sorriam felizes, outros pareciam envergonhados, uns disfarçavam e procuravam agir como se nada estivesse acontecendo. Em meio àquela agitação toda,  uma menina olhava insistentemente  para a câmera,  procurando mostrar o seu desenho. Quando o grupo da filmagem se aproximou da sua mesa,  a pequena não perdeu tempo: Sorrindo, expôs a obra-prima e em seguida, mostrou o dedo do meio para a câmera,  sem qualquer maldade ou noção do significado pejorativo daquele gesto. Se alguém tivesse me contado que a Patrícia fizera um gesto obsceno aos 6 anos de idade,  eu não acreditaria, entretanto a prova está naquela fita de vídeo em VHS...

CENA 4 (Patrícia)
No ano seguinte, a princesa iniciou sua vida escolar no Ensino Fundamental 1 na escola onde eu era  escriturária. Entre algumas pessoas que trabalhavam lá comigo, havia um homem de poucas palavras, sisudo e meio mal humorado que mantinha uma imensa barba há anos. Um belo dia, no horário do intervalo,  a terrível da minha filha dirigiu-se à secretaria da escola para me dar um “oi” e pedir dinheiro para um lanche. Viu a tal pessoa e proferiu-lhe algumas observações: “CREDO, QUE BARBA GRANDE E FEIA! APOSTO QUE QUANDO VAI COMER MACARRONADA, SUJA TODA ESSA BARBA COM MOLHO DE TOMATE! POR QUE VOCÊ NÃO CORTA ESSA BARBA?”
Imediatamente eu a dispensei  e, embaraçada pelo vexame,  pedi desculpas ao homem. O incrível nessa história é que no dia seguinte ele apareceu com a barba feita (graças aos indiscretos comentários da minha Pequena Notável. Só pode!).                
                                                                            [...}
As crianças são excelentes fontes de situações hilárias que marcam uma época. Os anos passam,  e enquanto nossa memória estiver com as engrenagens funcionando corretamente, tecemos  reminiscências aprazíveis, cheias de humor e regadas com o elemento surpresa,  pois estas fontes constituem o nosso néctar lexical.

Embora os filhos carreguem traços físicos e psicológicos dos pais, eles possuem identidade própria, são únicos, singulares, perfeitos na sua imperfeição. Suas pérolas não são frutos de indisciplina, são apenas descobertas genuínas de quem inicia sua peregrinação rumo à constante evolução do ser...


Zizi, 25/11/2016

sábado, 19 de novembro de 2016

O azul e o rosa compondo a corte


Alguém à caminho desencadeia uma série de alterações na nossa rotina . Não importa se é ele ou  ela ,  é um novo ser que está em processo de formação e que, em pouco tempo, ocupará um cantinho no berço, na cama, na mesa, nas dependências da casa e no quintal;  repousará nos braços; preencherá, com seus sussurros, risos ou choros, os vazios que intermeiam as paredes; será o centro das atenções;  o tema em (quase)todas as conversas, o assunto predileto; o multiplicador de alegrias;   o principal ingrediente de um amor tão intenso e infinito que já se manifesta antes de sua chegada a esse mundo. Nem faz ideia de como essa vida é esperada!

Um olhar retroativo pela linha do tempo (1984 e 1986) buscam episódios para compor mais um relato significativo:

 Uns meses apenas me restavam para que fosse providenciado o enxoval e os demais itens utilizados no dia-a-dia de um recém-nascido. Levei em conta as experiências alheias para formar a minha. Dessa forma, segui as orientações das mestras: minha mãe e minha sogra e as dicas das minhas irmãs, mamães duas vezes antes da chegada do meu primeiro rebento.

Nos anos 80 não era costume solicitar o ultrassom para saber qual o sexo do bebê. A surpresa ocorria no momento do parto. Até lá, as apostas, adivinhações, simpatias reinavam entre os amigos e a família.

Durante  a fase da gravidez, o arco-íris das roupinhas ia se compondo pelos tons mais gerais: branco, bege,  amarelo e verde. O azul e/ou o rosa ficaram para depois do nascimento por questões de preferência. As dezenas de fraldas branquinhas, compradas por quilo, tiveram suas barras feitas à máquina de costura e depois lavadas, passadas, dobradas e guardadas com muito carinho. Por sugestão de quem entendia mais que eu, providenciei uns cueiros para envolver o futuro bebê e mantê-lo mais aquecido. Isso não substituiria, lógico, os cobertores macios e quentinhos nem as mantas com detalhes rendados.

Embora nossa renda mensal não permitisse um enxoval mais sofisticado, adquirimos o necessário  com  a vantagem ainda  de poder contar com o apoio da família e de amigos generosos que contribuíram com presentes variados, entre eles o berço e o carrinho cujos preços sempre assustam. Outro detalhe diferenciado e motivador: naquela época as mamães ganhavam, no último mês de gravidez, um valor correspondente a meio salário mínimo para ajudar nas despesas. Aproveitei a cortesia e, junto às minhas economias,  investi em: fraldas de tecido, calças plásticas,  roupinhas diversas, toalhas, meias, babadores, luvinhas, faixas (para o umbigo), lençóis para o berço, fronhas, cobertor, mosquiteiro, manta, mamadeiras, chuquinhas, chupetas, banheira,  alguns produtos de higiene e o básico de primeiros socorros...

Não fiz chá de bebê, mas os presentes chegaram logo após o nascimento de cada um dos meus filhos. Muitas visitas trouxeram, além do carinho e felicitações pela vinda do novo ser,  brindes variados. Um deles inesquecível: dois macacãozinhos: um azul e um rosa, pois os tios do Marcos pensavam que eu havia dado luz a um casal de gêmeos. Usei no príncipe (Danilo) a linda roupinha azul e guardei a rosa por quase dois anos até que, finalmente, a princesa (Patrícia) veio compor a nossa corte.

O primeiro filho leva, em partes, algumas vantagens: inaugura tudo: móveis, roupas e todos os  acessórios de bebê; o segundo reutiliza alguns desses utensílios quando convém, porém não abre mão de mostrar sua particularidade em novas roupas e novos adicionais que melhor o caracterizem, sobretudo as meninas que costumam ser mais contempladas com apetrechos peculiares oferecidos no comércio.


Referentes ao enxoval, mudanças ocorreram de lá para cá : as  fraldas de pano passaram à descartáveis (que prático!) inventaram paninhos de cheiros (que fofo!), os cueiros e as faixas de umbigo sumiram( e não deixaram endereço, que bom!) não se enrolam mais bebês como pacotinhos (pra quê?) e os pais não têm ajuda do governo para comprar o enxoval (isso sim faz falta!). Entretanto, isso não interfere no clima intenso de expectativas e alegrias de quando estamos à espera da chegada do nosso maior milagre: o da VIDA!!  

 Zizi, 19/11/16

Entre reclamações ou elogios, prefiro ambos!


As traquinagens dos pequeninos já renderam páginas e páginas de relatos. Eu ficava imaginando como esses dois  se portariam na escola quando chegasse o momento. Confesso que mil preocupações surgiam e faziam pouso em minha cabeça. Afinal,  meus dois docinhos eram ligados no 220, principalmente o Danilo.

Como eu parei de trabalhar para cuidar deles quando pequenos, não tinha pressa de mandá-los à escola. Pelo menos pensava assim no começo. Se dependesse dos meus planos, eles iriam somente aos 6 anos. Entretanto, as pessoas comentavam sobre a necessidade de as crianças frequentarem a escolinha para a socialização e preparo da futura vida escolar. Acabei concordando e providenciei o uniforme vermelho e os materiais para o loirinho peralta quando ele completou 04 anos. Ele até gostou, porque, embora tivesse que realizar algumas atividades, brincava bastante e se distraía com os novos amiguinhos. Nesse primeiro momento correu tudo bem e não havia nenhuma reclamação dele. Pelos vistos, o meu garoto era arteiro só em casa.

Nesta escola ele ficou até completar a idade para ingressar no Pré 3, que representava uma antecipação para o primeiro ano. Deu início, assim,  ao Ensino Fundamental 1 e 2 e, depois, ao Ensino Médio. Quando  pensei que estava tudo sob controle, eu fui chamada à escola porque ele havia levado de casa, sem permissão, um cadeado pequeno e durante o intervalo, correu atrás das crianças querendo prender o objeto na orelha de qualquer uma delas. Foi um alvoroço! Enquanto as crianças gritavam desesperadas, ele se divertia e corria mais ainda.

No Ensino Fundamental, certa vez, a professora pediu para as crianças contarem algum fato importante ocorrido em casa e o Danilo fez uma redação descrevendo um dia em que o pai, cansado de ver tantos brinquedos espalhados pela casa, disse que pisaria em todos eles e os quebraria se eles não os recolhessem e guardasse no local certo. Ele descreveu isso de uma forma tão dramática que a professora  ficou impressionada e nos chamou para mostrar a redação dele e pedir esclarecimentos sobre o provável nível de violência daquela cena. De certa forma fomos considerados pais “carrascos”, lógico que injustamente, pois o pai apenas tinha feito uma dramatização, um teatro e a criança não tinha maturidade para perceber isso.

Outra vez, fui parar na escola por conta do desentendimento do Danilo com alguns colegas, os quais  montaram um grupo para dar uma surra nele. Eu estava a caminho do trabalho e tive um mau pressentimento em relação a isso. Segui meus instintos e desci do ônibus, como se soubesse o que iria acontecer. Foi dito e feito. Eles esperavam lá fora para atacá-lo no horário da saída. Cheguei a tempo, fui conversar sério com eles e evitei o pior. O que um bom discurso de mãe não consegue?

A Patrícia, por sua vez,  não quis saber se tinha ou não idade para ir à escola. Quando percebeu que o irmão tinha aquele compromisso escolar diário e trajava um uniforme com uma cor que ela adorava, pediu, encarecidamente, para ser levada à escola também. Entretanto a pequena só tinha dois aninhos, era muito cedo para iniciar os estudos. Todos os dias, ela chorava inconsolada,  pedi, exigia e fazia campanha para ir à escola. Consegui segurar durante um tempo, mas depois decidi ceder aos apelos da princesa (Afinal, é tão raro uma  criança derramar tantas lágrimas por querer ir à escola! Deixe que sacie sua sede do saber...).

Patrícia, uma criança que se sentia adulta, ficou felicíssima e fez por merecer. Embora não abrisse mão dos brinquedos e brincadeiras, AMAVA estudar e manteve essa postura durante a pré-escola, o Ensino Fundamental, o Ensino Médio e o Superior. Aluna nota DEZ ,  com um senso crítico aguçado, sempre atenta às explicações,  não se calava quando ouvia alguma informação distorcida ou falsa, era, portanto,  o terror dos professores despreparados.

Um dia, em uma aula de literatura, a professora explicou sobre “Dom Casmurro” na sala e fez um comentário pessoal sobre Capitu. Patrícia não concordou e entrou em debate com a professora, pois conhecia todos os detalhes da obra e era apaixonada pelo romance, assim como eu.

Outra vez,  soube que ela havia amassado e jogado no lixo uma avaliação que recebera . Levou bronca, é lógico,  porque jamais eu apoiaria tal atitude! Anos depois, revelou-me que fizera aquilo porque o professor cometeu uma injustiça com ela na sala de aula e sentiu-se humilhada diante dos colegas. Sua reação foi uma consequência da falta de ética do professor.

Houve, também,  uma ocasião em que a Patrícia foi orientada pela professora a reagir agressivamente às provocações de uma coleguinha de sala. Foi a única vez, que eu saiba, que ela bateu em alguém. Mesmo assim, eu não fui comunicada, do fato porque  a professora  foi sua cúmplice. Tempos depois, soube  pela própria Patrícia. Nem fui investigar o acontecimento porque sempre acreditei na coerência das palavras da  minha filha.

Aprendi que somente em casa, os filhos são prioridade; na escola as regras mudam um pouco porque são dezenas de seres disputando o mesmo espaço e atenção e não há como garantir cem por cento da aprendizagem. Aquilo é apenas um breve preparo do terreno durante uma fase que dará sequência a outra, depois, outra;  depois... Aplausos, as cortinas se abrem, entram e, com maestria, exibem o diploma,  nossos queridos profissionais. Quanto orgulho!!


 Zizi – 11/11/2016

sábado, 5 de novembro de 2016

Dói mais em mim


O desejo de ser mãe está  vinculado às cenas doces como:  brincar com o filho, alimentá-lo, passear, correr, ensinar-lhe os primeiros passos e as primeiras palavras, acompanhá-lo à escola, lidar com as traquinagens, ajudá-lo a descobrir o mundo e tantos outros momentos únicos que permanecem em nossa memória,  pois cada uma dessas fases é singular e marcante.

Entretanto, os enredos das narrativas maternas são compostos de capítulos diversificados e, entre eles, as lágrimas ou a angústia tiveram seu papel garantido, sobretudo naqueles momentos difíceis em que temos que transformar “tripas em coração”. É nesta hora que desejamos trocar de lugar com eles para evitar que sofram (ahh, se isso fosse possível!!). Os exames são necessários, as picadas doem, mas garantem a saúde da criança; isso é óbvio e inquestionável.

Mesmo certa de tudo isso, como é difícil para uma mãe acompanhar as primeiras vacinas, as injeções, a ida ao dentista, os exames de sangue, os soros, as internações,  as possíveis cirurgias... O mundo desaba para ela. Mesmo aquelas, aparentemente fortes e corajosas,  escondem (necessariamente) um desespero misturado com insegurança, porque sabem que não tem com quem contar nessas horas e não há como fugir.

Como mãe, também experimentei tais fases as quais renderam episódios ora hilários, ora dramáticos. Conheci a maternidade na década de 80. Nessa época não se faziam os famosos testes do pezinho. As crianças nasciam, ficavam no berçário e eram levadas aos quartos das mamães para serem alimentadas, depois retornavam ao cantinho coletivo de bebês.  Só havia algum procedimento doloroso se surgissem problemas de saúde que precisavam ser tratados.

A efetiva jornada materna inicia-se em casa. O medo já começa no primeiro banho. O receio de derrubar ou machucar aquela coisinha tão frágil, meu Deus!! A madrinha do Danilo fez questão de dar o primeiro banho nele; depois, ficou por minha conta segurar, banhar e limpar aquele serzinho de 2,500 kg. Como fazia parte do pacote tais funções,  enfrentei os desafios. Na segunda vez como mãe, mais segura pela experiência que já tinha, encarei, mais confiante, a Miúda de 2,300 kg. Descobri, então, que Deus não olha só as crianças, mas as mães, para que estas possam, com garantia,  dar sequência ao ilustre ofício a elas determinado.

Mesmo assim, algumas falhas,  não pude evitar: Danilo caiu da cama quando bebê e esse foi um dos primeiros sustos. Depois, outro maior: nos primeiros meses, ele chorava muito devido às dores de barriga e eu passava o ferro quente em uma fralda e a colocava sobre sua barriguinha para amenizar as dores. Em uma dessas ocasiões, o ferro quente escorregou e caiu na perninha dele, fez uma cicatriz de queimadura. Tanto o tombo quanto a queimadura me fizeram sentir uma ÍNÚTIL e INCOMPETENTE, a pior mãe do mundo!!

A Patrícia sofreu menos nesse sentido porque já tinha uma mãe mais esperta e experiente. A única e grande preocupação na fase infantil foi seu pouco peso. Era muito magrinha, demorava em ganhar algumas gramas, e isso me preocupava demais.  Recorria a médicos desesperada e eles não davam nenhuma importância ao fato, pois, segundo eles, a menina era saudável e aquele era seu metabolismo.  

Meus filhos, quando crianças e adolescentes nunca ficaram internados,  nem tiveram nenhum osso do corpo quebrado. O vilão da história foi a Benzetacil que, infelizmente, era um dos antibióticos mais receitados naquela época. Sempre que alguém aparecia com qualquer tipo de infecção ou febre, “Benzetacil  nele”! A garganta das minhas crianças inflamava com facilidade e, sabendo qual remédio seria indicado pelo médico, eles entravam em pânico,  pois conheciam o sabor doloroso e inigualável daquela  picada cruel e insensível.

O Danilo, na hora da medicação,  fugia, driblava as atendentes, escapava dali, escorregava daqui. Precisava de uma “galera” para pegá-lo e segurá-lo. Eu passava a maior vergonha porque ele, além do papelão que fazia, ainda xingava as atendentes, gritava que elas estavam loucas, que queriam matá-lo, etc... A primeira vez que a Patrícia assistiu a cena de desespero do Danilo, ela ficou tão assustada com aquilo que ajoelhou-se ao chão e com as mãos postas, pediu “pelo amor de Deus, não matem meu irmãozinho!”.

A Patrícia, depois que foi apresentada à famosa injeção em uma crise de amidalite, também ficou em alerta. Todavia, não utilizou as estratégias escandalosas do irmão. Na sala do médico, quando ouviu  que iria tomar aquela injeção dolorida, começou a chorar e pediu ao médico que trocasse o remédio porque ela  iria sofrer muito. Falou com tanto jeitinho que comoveu o doutor. A pedido dele,  foi incluído no conteúdo da injeção uma dose de Xilocaína para anestesiar o local. Quando sentiu a diferença, ela adorou e,  desse dia em diante, toda vez que ia ao médico,  fazia a mesma solicitação e seu pedido era atendido.

Os momentos das injeções, vacinas, exames de sangue eram uma mistura desigual de humor e drama. Eu tinha que acompanhá-los e controlá-los, mas por dentro eu estava apavorada porque as agulhas (até hoje) me aterrorizam e eu não podia deixar que percebessem essa minha fraqueza. Eu simplesmente segurava-os firmemente e virava o rosto, fechando os olhos, pensando “vai acabar logo, vai acabar logo”.  Sou daquelas que morre de medo, mas encaro se precisar, só para não delegar minhas funções a outrem.

Hoje, a infância e a adolescência deles retomam a pauta por meio dos relatos ou nas fotografias e rendem muitas risadas com gostinho de saudades. Eles cresceram e superaram o medo das agulhas. Quanto a mim... Não aprendi ainda a lidar com machucados, fraturas, cirurgias ou quaisquer procedimentos similares. Dói mais em mim...


Zizi, 05/11/2016