sexta-feira, 28 de julho de 2017

cordel: Falar mal dos outros



Quem não tem o que fazer
Perde o tempo com bobagem,
Esquece que sua vida
No mundo é só passagem.
Ao invés de evoluir
Só consegue regredir
E estraga sua imagem!

Mude o foco, por favor,
Sei que você é capaz,
Pois falando mal de mim
Se esquece do que faz.
Que atitude indevida!
Vá cuidar da sua vida
E deixe a minha em paz!

Zizi, 28/07/2017

cordel: Justiça injusta!


Não há como confiar
Na justiça brasileira,
Ela é muito desonesta
Parcial e interesseira.
Não tem o menor sentido:
Só o pobre é punido.
Que vergonha essa sujeira!!

Zizi, 28/07/17

quinta-feira, 20 de julho de 2017

cordel: para Márcia Gibin

Com carinho, um cordel para:

Quando encontro uma charada
Que não posso desvendar,
Penso logo em resolver
Sem ter muito que pensar.
Lógica é complicada
Não estou qualificada
Para essa área atuar.


Mas, conheço uma pessoa
Linda e inteligente
Que resolve os enigmas
De forma eficiente
Com maior simplicidade
Usa sua habilidade
E os decifra realmente.


De nome Márcia Gibin, 
Este ser polivalente, 
Que ama declamar poemas
Para quem está presente.
Jornalista e professora
Nossa historiadora 
Luta pela nossa gente.

  
Sua sensibilidade
Pelas causas sociais
Não fica só no discurso
Daqueles imparciais.
Vai às ruas protestar
Para tentar melhorar
Os problemas atuais.


Suas aulas são planejadas
Com leitura e muita ação. 
Vários projetos combinam
Arte e reflexão.
De forma bem criativa,
Torna a aula atrativa
Que derrete o coração.


Seus olhos cor de esperança
Enxergam além do mar,
Pois nas viagens que fez
Um amor foi encontrar,
Numa balada cubista
Arian, um pianista,
Fez seu coração vibrar.


O amor falou mais alto
E mudou seu dia-a-dia
De singular à plural
Alterou, com harmonia.
Passeios à beira-mar,
Novos versos a mostrar
Em sua nova poesia.



(Zizi, 20/07/17)

sábado, 15 de julho de 2017

cordel: PATRÍCIA, MINHA PRINCESA!

Tem carinha de menina,
Cabelinhos cacheados,
Mãozinhas muito macias,
Pezinhos bem delicados.
Essa é a minha princesa,
Perfeita em graça e beleza
E com dons abençoados.

(Zizi, 15/07/17)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

cordel: FAÇA A DIFERENÇA


Embora pareça que
O mundo perdeu a cor,
Porque a indiferença
Fala mais que o amor,
Peço que aceite o carinho
De alguém que está sozinho
E precisa de calor.

(Zizi, 14/07/17)

cordel: ANIMAIS ABANDONADOS


Animais abandonados
Precisam de atenção,
Nas ruas têm frio e fome,
É de cortar o coração!
Se não os quer adotar,
Pode, então, colaborar:
Troque livros por ração.

Uma causa muito nobre
Temos que reconhecer:
Eles dependem de nós
Para o seu sobreviver.
É tão simples e barato
Esse grandioso ato
Tão fácil de resolver.

Doação, troca ou resgate
São as formas de ajudar.
Você pode escolher
A que mais lhe agradar
E fazer uma caridade
Alterando a realidade
Desses seres sem um lar.

(Zizi, 14/07/2017)

cordel: HOMENAGEM À VIVIANE MEIXEDO


Trabalhar com a Viviane
É uma honra para mim,
Pois é uma grande amiga
Tão doce como um quindim
Educada e prestativa,
Sua beleza cultiva
Flores em nosso jardim.

Menina inteligente
Dedicada e criativa
Professora de informática
Que alunos tb cativa.
Torna as festas um evento
Que organiza, com talento,
Indo além da expectativa.

(Zizi, 14/07/2017)

cordel: HOMENAGEM À ADRIANA CHIOCHETTI


Somos seres destinados
A cumprir uma missão
Cada um com um propósito
Demonstrado em cada ação
Que reflete, com certeza,
Se a nossa natureza
Obedece ao coração.

Adriana se destaca
Pela sensibilidade,
Tem um coração de ouro,
Sem lugar para a maldade,
Tão simples e grandiosa
Alma pura e generosa
Cheia de sinceridade.

Adriana é voluntária
De causas reconhecidas:
Resgata bichos na rua
Cuida das suas feridas
Alimenta-os, com amor,
Protege-os com seu calor,
Garantindo suas vidas.

Outras horas do seu dia
Ela é mãe e professora
Mas em ambos os ofícios
Mostra a garra protetora,
Quando pressente o perigo
Faz do coração um abrigo,
Age como defensora.

Esse anjo é uma fofa
Sempre pronta a ajudar
Trabalha em duas escolas
E ainda cuida do lar,
Não sei como sobra tempo
Para sair no relento
E dos mendigos cuidar.

A nossa querida amiga
É muito bem humorada
Adora relatar fatos
De forma bem engraçada
Em tom alto e indiscreto
Com ela é jogo aberto
Tudo vira uma piada.

Como não reconhecer
Seus valores e conceitos?
Amiga das causas nobres
Defensora dos direitos
Dos menos favorecidos
Que aqui foram esquecidos
E entregues aos preconceitos


Zizi,  07/07/2017

cordel: HOMENAGEM À FRANCINE SASSI


Como é bom fazer amigos
Poder com eles contar
Dividir as alegrias
Sorrisos compartilhar
Eternizar sentimentos
E no coração guardar.

Por isso vamos falar
De uma amiga em especial
Professora do Suzete
No Ensino Fundamental
Que honra sua docência
Mostrando com competência
Seu talento natural.

Quem a vê se impressiona
Pela graça e beleza
E depois, logo percebe
Que além dessa destreza
Ela é muito organizada
Séria e disciplinada,
Rigorosa essa princesa.

Mas os sonhos da princesa
Vão além dessa fronteira
Vai brilhar em outros reinos
E deixar de ser solteira
Junto ao seu "Zé Gatinho"
Formarão um novo ninho
Pra curtir a vida inteira.

Já estamos com saudades,
Pois ao longo desses anos
Formamos um lindo grupo
Partilhamos tantos planos,
Vamos homenagear
E a amizade celebrar,
Incríveis seres humanos!!

(Zizi, 30/06/17)

cordel SOBRE A FOME


É muito triste lembrar
Que pessoas passam fome
Nesse mundo  egoísta
Que não honra o próprio nome
Se houvesse mais amor
Não teria  essa dor
Da pessoa que não come

(Zizi, 2016)

Cordel da MOSTRA CULTURAL


O Suzete está em festa
Com alegria sem igual
Porque vai apresentar
Uma mostra cultural
Produzida com empenho
Textos, Danças e desenhos
E um cordel original

Os alunos capricharam
Em todas as produções
Ensaiaram vários dias
Sem esquecer as lições
Teoria vai à prática
De uma forma mais simpática
Que cativa os corações.


(Zizi, Junho 2017)

cordel: HOMENAGEM À AMIGA PELENTIR


Olha só que coisa fofa
Minha amiga no cordel
Soltando suas palavras
Dessa vez, não no papel,
Para desejar bom dia
Com amor e com alegria
Suas palavras são um mel

Ela tem muito talento
E alta sensibilidade
Faz as coisas com amor
Não lhe falta boa vontade
Tem um coração de ouro
Onde guarda seu tesouro
Buscando a felicidade.

Seu trabalho com os Annes
Fez a grande diferença,
Por sua dedicação,
Seu carinho e paciência.
Conseguiu fazê-los ler
Como também escrever
Dando total assistência

Quero parabenizar
Minha amiga poetisa
Que além de professora
Versos ela utiliza
Para expor seu pensamento
De alegria ou sofrimento
As palavras, valoriza.


(Zizi, 2016)

cordel: FÉRIAS


Nada é tão desejado
Como as férias no trabalho,
Pois estamos esgotadas
Nosso corpo em retalhos
A memória às vezes falha,
Em tudo se atrapalha.
Parecemos espantalhos?

Peço, encarecidamente,
As nossas autoridades
Que aumentem nossos dias
Em descanso de verdade,
Pois somos seres humanos
Que trabalham há tantos anos
Com esforço e qualidade.
                                                              (Zizi, 06/07/17)

Cordel: DOA A QUEM DOER...

Não nasci com o propósito
De somente agradar
Falo e faço o que acredito
Não sou de dissimular
Sou simples e verdadeira
Quer você queira, ou não queira
Vai ter de me tolerar!
(Zizi, 06/07/17)

Cordel: SORRISO


A alegria se revela
Através de um sorriso;
Torna leve o dia-a-dia,
Traz aquilo que é preciso,
Garante o meu bem-estar,
Facilita o trabalhar,
Faz do mundo um paraíso.

(Zizi, 06/07/17)

Cordel: INDIVIDUALISMO


Quem acha que não precisa
Dos outros para viver
Engana-se totalmente,
Não vai se desenvolver,
Porque nossa evolução
Depende de cada ação
Destinada a outro ser.
(Zizi, julho 2017)

Cordel: NATAL


O Natal é para mim
Um momento de união
Junto com toda a família
Em corrente de oração
Que resulta em sintonia
Com  paz, amor e alegria
Nessa comemoração.

O QUE É, O QUE É?


I
A música  em nossa vida
Tem papel fundamental
Alegrar todos os dias
Com um toque  especial
Aliviando  problemas
Torna leve os dilemas
Com uma força sem igual.

II
Gosto de apreciar
A música brasileira
Com seus  ritmos diversos
Qualidade  verdadeira
Ela traz muita emoção
E em qualquer situação
Torna-se nossa parceira.

III
Por isso quero mostrar
Algo de muito valor
Feito pelo Gonzaguinha
Um grande compositor
Filho de Luís Gonzaga
Que o tempo não apaga
O que fez com tanto amor.

IV
Ele faz uma pergunta
E não deixa sem resposta
Porque tem o compromisso
De trazer-nos a proposta
De que a vida é bonita
Quando nela se acredita
E faz tudo o que se gosta.


Zizi, 15/09/2016

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O melhor Natal é estar com a família


O Natal é para mim
Um momento de união
Junto com toda a família
Em corrente de oração
Que resulta em sintonia
Com  paz, amor e alegria
Nessa comemoração.

Aprendi com os meus pais que o Natal é uma data muito importante, pois é dedicada ao nascimento de Jesus, Aquele enviado por Deus com a missão de semear  o verdadeiro amor  no dia-a-dia das pessoas e fortalecer a fé e a esperança em um mundo embebido pelo desengano. 

Como o acesso ao exacerbado mundo do consumismo era bem reduzido, os presentes recebidos nesta data ampliavam a nossa alegria e expectativa. Não havia extravagância nem prestações a perder de vista;  contentávamos e vibrávamos com os presentes encontrados ao lado dos chinelos. Aquilo já era uma festa aos nossos olhos!

Não foi difícil passar esses valores aos meus filhos, desde pequenos os levava à igreja e, assim,  participaram dos eventos tradicionais: missas, batismo, coroação,  primeira comunhão, etc.  Quanto ao mundo das extravagâncias e gastos, houve um leve progresso em relação ao passado mais distante, visto que agora  as condições financeiras permitiam uma ceia mais incrementada, uma árvore decorada, presentes,  novas roupas e sapatos, mais conforto, algumas prendas  a mais, doces variados dentro da sacolinha de Natal,  enfim...

Danilo e Patrícia, quando crianças,  aguardavam ansiosos pelo dia do Natal e aproveitavam da melhor forma  tudo o que lhes era de direito. Por outro lado,  ficavam intrigados com aquela história de um  homem idoso e gordinho vestido com roupas vermelhas carregando um saco cheio de brinquedos que entrava sorrateiramente nas casas e presenteava as crianças durante o sono delas. Como toda história mal contada, eles queriam tirar isso a limpo e tentaram ficar  de plantão para presenciar a chegada do Papai Noel. Uma vez combinaram de fazer uma armadilha para “pegar” o tal velhinho. Entretanto, um passarinho contou-lhe o plano dos pequenos  e, felizmente, nosso ícone secreto não foi desmascarado.

Durante vários anos nosso Natal foi mais colorido porque contava com a presença de todos os membros da família, sobretudo os avós maternos e os paternos  que hoje, saudosamente,  não se encontram mais ao nosso lado para as conversas jogadas fora, as piadas com direito às gargalhadas sem limites, os cafunés na rede, os ensinamentos através dos exemplos, as super-dicas na cozinha, os duradouros abraços e beijos, as hilárias filmagens, as intermináveis fotos...

As mudanças são inevitáveis e, embora nunca estejamos preparados totalmente, a vida não dá alternativa a não ser acostumar com as ausências e aproveitar as novas chegadas que são muito bem-vindas e que, realmente, dão um novo sentido ao universo construído a partir das emoções.

Novamente chega a esperada data: há muita agitação nas casas, nas ruas, nas lojas por conta do Natal, todos parecem correr contra o tempo;  no entanto o verdadeiro homenageado não precisa de prendas, nem de banquetes, nem de decorações luminosas, Ele quer um abrigo em nosso coração para instalar o seu Amor e celebrar,  em cada um,  o aniversário da existência!


Zizi, 25/12/2016

sábado, 10 de dezembro de 2016

Travessuras atemporais

Importadas da infância para o mundo adulto, as maluquices e/ou travessuras têm comigo uma intrínseca relação de cumplicidade e companheirismo,  comprovados em situações variadas que marcam a esticada linha do tempo,  fracionadas em: infância, adolescência e adulta.

Em uma das extremidades, uma menina vestida como palhaça, improvisa uma encenação e atrai curiosos que se aglomeram na janela e, às gargalhadas, se divertem ao assistir àquela caracterização hilária de imitações, contações de histórias, e outras birutices.  De certa forma, era um tipo de diversão que  dissolvia, por alguns minutos,  o tédio morno  do anoitecer  da pequena e singela vila,  localizada em um ponto quase esquecido de uma certa região bem calorosa...                                                     
Como adolescente, não perdeu o bom humor e o gostar de fazer graça para provocar risos, principalmente nos familiares e amigos. Aquela tímida garota descobrira  um jeito mais leve de lidar com as complicações que surgiam a cada dia,  sem  esvaziar o pote da  insanidade (Em outras palavras,   sou uma louca de bom juízo).

O mundo adulto trouxe-me a maior das missões: a maternidade,  representada por duas figurinhas encantadoras (Danilo e Patrícia) que se tornaram meus brinquedos favoritos.  Lembro-me que, quando criança, um dos meus maiores  sonhos no Natal era ganhar uma boneca que falava e andava, porém naquela época,  as nossas condições financeiras não permitiam tal aquisição. Entretanto, Deus, na sua vasta sabedoria,  atendeu-me anos depois com duas maravilhosas bênçãos que,  além de falar e andar, permitiram-me vivenciar as mais aprazíveis aventuras maternas.

Os quilos a mais na gravidez nunca tiraram o meu ritmo acelerado e boa disposição: andava de bicicleta, subia em muros, corria, contava piadas... continuava a ligeirinha de sempre, embora mais rechonchuda. Quando nasceram os rebentos, encarei a função com bom humor e leves pitadas lúdicas. Meus filhos, em minhas mãos,  pareciam brinquedos:  petecas jogadas para cima;   bonecos  segurados  de cabeça para baixo ou girados como pião; fazia o papel de trator e rolava por cima deles (com os devidos cuidados para não os machucar, claro!); brincava de cavalinho pela casa;  gostava também de equilibrá-los em meu joelho;  apostava corrida e permitia que ganhassem de mim;  carregava-os no pescoço;   outras vezes, fingia que ia embora e me escondia para ver a reação deles. Tudo era válido como entretenimento, até absurdos como gincanas de peidos ou arrotos eu propunha e , nesta virtuosa  categoria, eu era invencível.

Quem conhece o meu lado sério e comprometido com as atribuições,  até duvida de que eu seja capaz de protagonizar cenas dessa natureza, porém, afirmo com propriedade, que tanto o riso quanto o siso compõem a minha essência e, em fragmentos pertinentes atuam, reagindo coerentes às situações. (Não esquecendo de que um dos itens é mais predominante).

Sou brincalhona, arteira, travessa e meio maluca, sim senhor!  E admito que as peraltices dos meus filhos,  já descritas em tantos textos,  não aconteceram por acaso: como bons discípulos, observaram  “meu  comportamento exemplar” e o absorveram, acrescentando-lhe peculiaridades.

Portanto, a travessura é bem-vinda, não escolhe lugar nem hora, simplesmente acontece e torna mais feliz aquele(a) que a pratica sem cerimônia. Não há preço para a sensação de liberdade e o descompromisso com preceitos inúteis. A preocupação com a opinião alheia poda o livre arbítrio e engessa a criatividade. Por mais séria que se leve a vida, é fundamental que se abra espaço para a descontração; isso traz leveza e renova as energias, além de divertir, lógico. Por acaso existe limitação às aptidões inatas? Como autêntica louca de bom juízo,  desconheço e/ou ignoro...


Zizi, 10/12/2016