sábado, 18 de abril de 2026

INSÔNIA OCIOSA



O relógio, incansável,
Marca o tempo noite e dia;
As horas vagam maçantes
Pontuando feito um guia;
Rota longa e vagarosa.
Na noite silenciosa,
A insônia faz companhia.
 
Na quietude das horas
Pensamento é melodia:
Palavras tornam-se versos
Rimas criam harmonia.
Que inspiração valiosa!
Na noite silenciosa,
A insônia faz companhia.
 
No céu estrelado, a lua
(Testemunha quieta e fria),
Minimiza a solidão
Inspirando a poesia
E uma pitada de prosa.
Na noite silenciosa,
A insônia faz companhia.
 
A calma da madrugada
Traz sossego e ironia:
Um vazio retumbante
Com ecos de zombaria
Deixa a alma furiosa.
Na noite silenciosa,
A insônia faz companhia.
 
Lembranças embaralhadas
Fazem sua moradia,
Atiçando as saudades
Num clima de nostalgia
Com imagens curiosas.
Na noite silenciosa,
A insônia faz companhia.
 
Paciência é o tempero,
No campo da especiaria,
Salga ou adoça os sentidos,
Emana nova energia
De forma misteriosa.
Na noite silenciosa,
A insônia faz companhia.
 
Pode ser que a madrugada
Seja para a maioria
Um momento de descanso
Com sono, sonho, utopia,
Ou uma vigília ociosa.
Na noite silenciosa,
A insônia faz companhia.
 
Período de transição,
Pausa para analogias;
O sol, em breve, é a esperança,
Porta-voz de um novo dia
Com metas vitoriosas.
Na noite silenciosa,
A insônia faz companhia.
 
Zizi, 18/04/26

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